Amar o Direito…

“O direito é um dos fenômenos mais notáveis da vida humana. Compreendê-lo é compreender uma parte de nós mesmos. É saber em parte porque obedecemos, porque mandamos, porque nos indignamos, porque aspiramos mudar em nome de ideais, porque em nome de ideais conservamos as coisas como estão. Ser livre é estar no direito e, no entanto, o direito também nos oprime e nos tira a liberdade. Por isso, compreender o direito não é um empreendimento que se reduz facilmente a conceituações lógicas e racionalmente sistematizadas. O encontro com o direito é diversificado, às vezes conflitivo e incoerente, às vezes linear e conseqüente. Estudar o direito é, assim, uma atividade difícil, que exige não só acuidade, inteligência, preparo, mas também encantamento, intuição, espontaneidade. Para compreendê-lo é preciso, pois, saber e amar. Só o homem que sabe pode ter-lhe o domínio. Mas só quem o ama é capaz de dominá-lo rendendo-se a ele.

(Tércio Sampaio Ferraz Júnior – Introdução ao Estudo do Direito. São Paulo: Atlas, 1994)

Publicado em Não categorizado | Marcado com , , | Deixe um comentário

Estranho ou familiar?

Conta-se que havia uma ilha, que ficava em Algum Lugar, em que os habitantes desejavam intensamente ir para outra parte e fundar um mundo mais sadio e digno. O problema é que a arte e a ciência de nadar e navegar ainda não tinham sido desenvolvidas – ou talvez tivessem há muito esquecidas. Por isso, havia habitantes que simplesmente se nagavam a pensar nas alternativas à vida na ilha, enquanto outros tentavam encontrar soluções para os seus problemas, sem preocupar-se em recuperar o conhecimento de como cruzar as águas. De vez em quando, alguns ilhéus reinventavam a arte de nadar e navegar. Também de vez em quando chegava a eles algum estudante, e então acontecia um diálogo assim: – Quero aprender a nadar. – O que quer fazer para conseguir isto? – Nada. Só quero levar comigo uma tonelada de repolho. – Que repolho? – A comida que vou precisar no outro lado, ou seja lá onde for. – Mas há outras coisas pra comer no outro lado. – Não sei o que quer dizer. Não tenho certeza. Tenho que levar meu repolho. – Mas assim não vai poder nadar. Uma tonelada de repolho é uma carga muito pesada. – Então não posso aprender. Para vc, meu repolho é uma carga. Para mim, é um alimento essencial. – Suponhamos que – como numa alegoria – os repolhos representem ideias adquiridas, pressupostos ou certezas. – Hum… Vou levar meus repolhos para onde haja alguém que entenda as minhas necessidades. ( A Árvore do Conhecimento – Humberto Maturana)

Publicado em Não categorizado | Deixe um comentário

direito á ternura…


“Exaustos, a ponto de desfalecer, amancebados com a melancolia e sem forças para convencer as multidões de grandes projetos, acreditamos ser possível apostar ainda na ternura, espécie de revolução molecular das rotinas da vida cotidiana que, em princípio, não tem por que conter um espaço maior do que aquele que conseguimos abranger com a mão estendida. Entre outras coisas, porque, tratando-se da ternura, não tem sentido pretender ir além do corpo”. (Direito à Ternura, p. 110)

Para conhecer mais Luis Carlos Restrepo, psiquiatra colombiano e autor de “Direito à Ternura”, visite:

http://luiscarlosrestrepo.com/php/index.php

No site terão acesso a todas as obras do autor.
Vale a pena conferir!

Publicado em Não categorizado | Marcado com , | 1 Comentário

o amor acrescenta…

“O amor está no início, está no meio e está no fim. É a primeira e derradeira lição na escola de existência.
Estamos aqui para aprender a amar e tudo mais vem por acréscimo. Na medida em que você aprende a amar, naturalmente você serve, aprende a doar. Alguns dão do que tem; outros do que sabem.” (Roberto Crema)

Publicado em Não categorizado | Marcado com , , | Deixe um comentário

Junguismos…

Jungismos
“O inconsciente dentro de mim, é um reflexo do mistério de fora de mim. Ambos são Deus.”
“O silêncio e a falta de clareza, falam, e são claros”…

Maristela Elicker Dauve

Publicado em Não categorizado | Deixe um comentário

Jung por Jung…

Assim, a idade avançada é… uma limitação, um estreitamento. E no entanto acrescentou em mim tantas coisas: as plantas, os animais, as nuvens, o dia e a noite e o eterno no homem. Quanto mais se acentuou a incerteza em relação a mim mesmo, mais aumentou meu sentimento de parentesco com as coisas. Sim, é como se essa estranheza que há tanto tempo me separava do mundo tivesse agora se interiorizado, revelando-me uma dimensão desconhecida e inesperada de mim mesmo.
Carl Jung

Publicado em Não categorizado | Deixe um comentário

Há falta de oxigênio e sol dentro do mundo jurídico


“Há falta de oxigênio e sol
dentro do mundo jurídico.
O direito não amanhece.
Não chove.
Dentro do direito não transitam nuvens
e nem sopram ventos.
As entidades do mundo jurídico não têm carne
e nem temperatura.
Jamais foi escutado canto de pássaro
dentro do Código Florestal
ou vislumbrado peixe no Código das Águas.
Da lei brotam artigos, parágrafos, alíneas, remissões.
Sequer uma flor ou ramo verde.
A vida do animal humano é muito curta
e eu só tenho uma.
Entre o direito e a abóbora
eu optei pela abóbora.”

Alfredo Augusto Becker,

Publicado em Não categorizado | Deixe um comentário

Ritmos Internos

As cartas me dizem sobre ritmos, florir, esperar, abundar e concessionar…
Uma pazinha chegando com a chuvinha…
Relâmpago de fogo vermelho, florescendo bromélia afora
O contraste verde-vermelho
As cores do natal
Ver árvores
O que parece, mas não é
O que parece mar, não é…
Parecer um jabuti no galho
Não dever ser…

Publicado em Não categorizado | Deixe um comentário

Árvores Solitárias…

 DSCN5250


Uma árvore solitária diz muita coisa…
Ela fala mesmo sem companhia…
Muitas árvores juntas
Uma floresta ou um bosque
Cantam ópera
Sinfonia de sons, vocal aberto
Elas são nossa vida ponderando:
– Não devemos aniquilar tudo!

Publicado em Não categorizado | Deixe um comentário

Oração de Nietzsche

F.Nietzche um dia orou:
“Antes de prosseguir em meu caminho, e lançar meu olhar para frente uma vez mais, elevo, só, minhas mãos a Ti na direção de quem eu fujo.
A Ti, das profundezas do meu coração tenho dedicado altares festivos para que em cada momento Tua voz me pudesse chamar. Sobre estes altares estão gravadas em fogo estas palavras: Ao Deus desconhecido!
Seu, sou eu, embora até o presente me tenha associado aos sacrílegos;
Seu, sou eu, não obstante os laços que me puxam para o abismo;
Mesmo querendo fugir, sinto-me forçado a serví-lo.
Eu quero te conhecer, ó desconhecido!
Tu que me penetras a alma e qual turbilhão invades a minha vida;
Tu, o incompreensível, mas meu semelhante, quero Te conhecer, quero servir somente a Ti.
(Friedrich Nietzche)

“O sentido da vida consiste em que não tem nenhum sentido dizer que a vida não tem sentido”

Publicado em Não categorizado | Deixe um comentário